Por Tereza Christina
Desde
os primórdios da civilização, a necessidade de inteiração dos seres, à
comunicação foi o ponto importante para a evolução do homem. A detenção do
PODER vem sempre de quem possui o SABER, o conhecimento era para poucos, aos
poucos que dominavam, podemos tomar por exemplo a igreja na idade média,
totalmente detentora do conhecimento, onde se retratada muito bem na obra O Nome da Rosa um filme de 1986 dirigido
por Jean Jacques Annaud baseado no romance homónimo do crítico literário
italiano Umberto Eco, embasando o fato de quando se tem o conhecimento se tem o
controle. Conhecer, saber, comunica-se nunca foi tão importante como o momento
Guerra e pós guerra, todo o envolto da 2ª Guerra Mundial que é considerada o
marco inicial para a chamada Sociedade da Informação que vivemos hoje, se deu o
todo o desenvolvimento tecnológicos o qual vivenciamos ate hoje.
Agora a humanidade é
globalizada sem barreiras em uma rede virtual através da internet a qual seria
o elemento principal da revolução digital, uma mudança conjuntiva de informação
onde foi se trilhando. O ciberespaço termo que foi idealizado por William
Gibson, em 1984, no livro Neuromancer, referindo-se a um espaço virtual
composto por cada computador e usuário conectados em uma rede mundial, nunca
foi mais acessível. Segundo Lévy, o espaço de comunicação aberto pela interconexão
mundial dos computadores e das memórias dos computadores. Essa definição inclui
o conjunto dos sistemas de comunicação eletrônicos (aí incluídos os conjuntos
de redes hertzianas e telefônicas clássicas), na medida em que transmitem
informações. Consiste de uma realidade multidirecional, artificial ou virtual
incorporada a uma rede global, sustentada por computadores que funcionam como
meios de geração de acesso.

Ocorrendo mudanças na conjuntura da informação
que passa de um para todos a ser de todos para todos, a ascensão do ciberespaço
em ser ambientes comunitários e participativos onde se formula opiniões
livremente, cria-se conexões e relacionamentos. Com o surgimento das mídias sociais
gera novas formas de comunicação, as redes sociais são um poderoso instrumento
para a mobilização, porque agilizam e ampliam a comunicação. Decorrente deste
contexto a política, como forma de atividade humana, está estreitamente ligada
ao poder, o poder do homem sobre outro homem, utilizando-se da nova e influente
plataformas o conteúdo político da participação política on-line é ilimitado,
e, muitas vezes, não se prende à ética ou à formalismos. Surgindo o movimento
do ciberativismo que vimos nos últimos meses bem ativo no nosso pais, o Brasil
vivendo um momento delicado político, vivenciamos este novo contexto que já é
realidade para muitos outros países. A sociedade em rede ligada a Web 2.0, é
basicamente o que seria o processo de interação, diminuir os caminhos
percorridos pela informação, onde a produção de conteúdo é global e ilimitado
as influencias politicas não poderiam ficar fora desta sociedade midiática e
significância na vida social. “Em um mundo de fluxos globais de riqueza, poder
e imagens, a busca pela identidade, coletiva ou individual, atribuída ou
construída, torna-se a fonte básica de significado social.”, cita CASTELLS.
Conexões
onde somam indivíduos em diferentes vertentes de uma mesma plataforma e
ferramenta a utilização da Internet por movimentos politicamente motivados, com
o intuito de alcançar suas tradicionais metas ou lutar contra injustiças que
ocorrem na própria rede. O que antes era feito corpo a corpo com panfletos,
discursos, palestras, hoje é feito no espaço midiático de uma maneira que gera
muito mais alcance do que o anterior por se tratar de plataformas globais. A
ação de cibermilitâncias vão tomando proporções gerando os efeitos físicos de tal
maneira que chegando a ser tangível e mensuráveis, ao olharmos para os acontecimentos relacionados a eleição de
Barack Obama em 20 de janeiro de
2009 onde foi voltado com intensidade as plataformas midiáticas, chegando a ser
o fator decisivo, podemos observar também o Movimento Zapatista onde possui uma
repercussão enorme e de bastante influencia e voltando ao Brasil o mais recente
o pedido de impeachment da atual Presidenta do Brasil Dilma Rousseff onde foram
criados movimentos conta e favor com

cibermilitancias massivas e expressivas implicando
que novos pensamentos, tendências e demanda da população a ser ouvida. Diversos
movimentos oriundos do desenvolvimento das redes sociais a qual passa a
sociedade organizadas em redes descentralizadas para ser organizadas em redes
distribuídas de uma maneira igualitária, dando a capacidade de
desterritorialização. A disseminação dos smartfones traz o poder para nossas
mãos de uma maneira literal, um controle de nossas vidas, podemos até dizer que
um extensão de nós mesmos. Já experimentou ficar sem celular durante um dia?
Tudo fica mais difícil de ser resolvido. Aplicativos a cada dia são criados para
facilitar ainda mais a comunicação e facilitação de tarefas do dia a dia a
exemplo o WhatsApp, 99 taxis, banco Itau.
Uma sociedade que sabe mais, cada vez mais bem
informada, com Brainstorming, uma sociedade que se comunica de uma maneira
grandiosa, onde possui o controle, ou melhor o poder de suas vidas na palma da
mão e porque não dizer o poder sobre outra pessoas quando ao se expressar causa
influência sobre outros a sociedade da comunicação agora ainda mais se tornando
a sociedade do controle. Muito tem a ser
pesquisado, analisado sobre o tema, cabe no momento uma reflexão você
influencia ou é influenciado? Você apenas vive ou estar condicionado a
aprovação? O maior controle é o que se
tem de se mesmo, seja um filtro nem tudo que dizem é bom e nem tudo é ruim.
Controle e se controle tenha o poder da sua vida, conheça-se, conhecimento é
poder.
Tereza Christina é aluna do 4º período de Marketing da FPB