
O Brasil está mergulhado na corrupção e isso não é novidade para ninguém. E associado a isso, temos uma sociedade mais esclarecida, que não se deixa manobrar ou seduzir pelo marketing político e tudo isso graças as plataformas de redes sociais que os fizeram mais críticos e participes de um debate que nos dias atuais se torna duradouro. Geoffrey Miller disse “É difícil descrever o consumo quando ele é oceano e nós somos plâncton”, o que nos leva diretamente a uma das ferramentas mais poderosas da era do consumo midiático: O Marketing.
Segundo o próprio Geoffrey, as pessoas não conseguem ver ou acreditar no poder e influência do marketing por que elas o vêem apenas como uma forma pretensiosa de publicidade, e não como o que ele realmente é – uma das mais poderosas revoluções de todos os tempos e que molda de cima para baixo toda a nossa cultura.
Dados de 2015 da Pesquisa Brasileira de Mídia (PBM) realizada pelo IBOPE, indicam que 95% dos brasileiros assistem TV regularmente e ainda apontam que 75% assistem todos os dias. Segundo eles, mesmo em meio à época das mídias digitais, percebe-se a influência da mídia analógica sobre a sociedade, o problema é quando essa mídia usa de sua influência para defender seus próprios interesses, deixando assim, de ser imparcial. Afinal? Toda mídia é imparcial? Será que os telejornais e as revistas estão seguindo o que foi pregado nos bancos das universidades? Ao divulgar a notícia seja ela na TV, Internet, Rádio ou Imprenso, estão apenas preocupados com as vantagens que podem levar inclusive de soerguimento da marca?
Podemos tomar como exemplo a Revista Veja, que bombardeia os internautas em suas plataformas de redes sociais durante a semana e dão continuidade às histórias ora apresentadas em suas revistas e que posteriormente são refletidas na TV e outros meios. Esse efeito ‘transmídia’ pregado por Henry Jenkins nos apresenta uma nova forma de ficarmos atentos àquilo que está por vir, tornando-se uma ferramenta que molda a nossa cultura, criando ideias, valores, conceitos e movimentos.
Voltando ao diálogo sobre a imparcialidade e incorruptibilidade, observamos que grande maioria dos órgãos que veiculam notícias tem preferências políticas, mesmo que estas sejam por vias indiretas ou até mesmo diretas, o que comprova isso, é a tentativa clara de influenciar o leitor com relação ao seu entendimento. De modo que, até a imagem é passada de forma diferente, uma clara estratégia do marketing com relação ao sentido da informação levada ao leitor.
Pierre Lévy (2003) afirma que os usuários de Internet se revelam cidadãos mais bem informados, politicamente ativos e socialmente mais conscientes do que os cidadãos offline. O fato é que O processo de manipulação da mídia é muito mais sutil do que as mensagens subliminares, ou a aqueles jingles que não saem da cabeça. A mídia pode ser uma formadora de cultura completa, não vendendo apenas o produto, mas criando um vazio, que assume a forma de um produto, e mostrando o quão importante é preencher o vazio através do consumo: Nesse caso a política.
Neto Fonseca é Estudante do 4ª Período de Marketing da FPB
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