Por Deusiana Santos
Ultimamente
ainda existe uma enxurrada de questionamentos acerca do uso das redes sociais. Estamos
vivendo em uma época digital onde as mídias sociais como um todo conseguem
interligar cada vez mais as relações interpessoais ou pessoais com familiares,
amigos, colegas de trabalho entre outros utilizando-se de ferramentas como
fóruns, chats, blogs e redes para expressarem suas ideologias, sugestões,
opiniões, críticas e conceitos em prol das temáticas que lhes são pertinentes.
E é no ciberespaço que essas ferramentas se fundamentam e se operacionalizam
significando uma maior conceituação das informações.
Tal
revolução proposta pela era da informação somada ao avanço da tecnologia à
sociedade se remodela a base da universalização e digitalização do
conhecimento, propiciando um impacto social através da revolução digital. Sendo
digitalizada, a informação pode ser transmitida, reproduzida, modelada e
modificada em diferentes interfaces técnicos virtuais e enviada a qualquer
lugar do mundo.
Por
meio de uma série de fatores como a digitalização da informação, a inovação de
interfaces virtuais, a evolução da internet, mas também devido à conexão à rede
internet, o acesso ao ciberespaço e a cibercultura torna-se mais eficaz e
flexível. Bergmann (2007, p.5) compreende a cibercultura como um conjunto de
práticas, técnicas, atitudes, ideologias e valores que emergem com a evolução
da internet e de sua tecnologia.
Para
tanto, diante do atual momento, acreditamos que a evolução contemporânea do
acesso às tecnologias, da liberdade de expressão no ciberespaço e das diversas
ferramentas interativas, participativas e colaborativas da Web, representa ou
pode representar profundas possibilidades para o efetivo desenvolvimento de uma
sociedade mais crítica, democrática e equitativa e principalmente das crianças
e dos jovens nas escolas.
Para
isso é fundamental que tenhamos a compreensão das mudanças que vivenciamos com
a reconfiguração na esfera comunicacional para que possamos perceber a
irreversível necessidade de termos todos os membros da sociedade inseridos
nessa dinâmica.
O
fato é que o entrosamento dos aspectos relacionados à cibercultura dos princípios
que orientam a atualidade com a apropriação das tecnologias digitais, pode
representar um caminho promissor nas mudanças que estão ocorrendo e que deverão
continuar nos próximos anos. Para além de um conhecimento puramente técnico,
operacional, a consciência acerca dos fundamentos dessa cultura digital é que
poderá proporcionar uma transformação social voltada para uma participação
efetiva e qualitativa de todos.

De
um modo geral é impressionante o fascínio, o encantamento que o mundo virtual
desperta em todos nós, sobretudo porque o associamos ao entretenimento e
estudo. Daí acontece à sensação de que entre escola e mundo digital, há uma
fronteira difícil de ser transposta. A
escola precisa superar essa fronteira digital e enxergar as possibilidades
educativas da cibercultura como ferramenta fundamental não só na obtenção de
informações de comunicação, mas também de construção e compartilhamento de
conhecimento e aliá-la ao trabalho escolar.
Há cerca
de 3 anos atrás presenciamos o poder de mobilização de redes sociais como
Facebook e Twitter. De repente os jovens usuários se tornaram organizadores,
divulgadores, comentaristas e protagonistas dos protestos se envolviam
enlouquecidamente nas notícias e posts.
As
redes além de levar pessoas às ruas também fizeram o processo inverso, criaram
e estabeleceram relacionamentos, processaram, geraram conhecimento e
compartilharam informações virtualmente ampliando ainda mais o conceito de rede
oportunidade de reconectar o jovem do que está na escola à sala de aula.
Tonando assim os momentos em sala de aula mais dinâmicos trazendo jogos online,
debatendo assuntos polêmicos da atualidade, fazendo com que o aluno desperte o
interesse de se integrar ao mundo virtual de uma forma diferente da realidade
do mesmo e favoreça sua apropriação crítica proporcionando ao aluno
mais prazer ao assistir aula, vinculando o útil ao agradável. E sendo assim o
professor deixará de ser um transmissor para se tornar um mediador do conhecimento
que estimula a procura, a descoberta, a assimilação e a acomodação do
conhecimento.

Através
das redes sociais digitais, sendo elas um espaço de colaboração, o professor
conseguirá observar aspectos que são difíceis de verificar em sala de aula,
como: elaboração de textos, dificuldade na escrita, pesquisas sobre
determinados assuntos, apresentação de opiniões e críticas e também debates.
Além disso, a utilização das redes sociais fomentará a aproximação entre alunos
e professores, criando assim um relacionamento que transcorrerá as paredes da
sala de aula.
O
que facilitaria isso seria a instalação de redes com wi-fi nas escolas, assim a
ideia iria agregar mais pessoas, facilitando o acesso. É inegável que a
cibercultura ou ciberespaço trazem para a escola a possibilidade de tornar
as aulas mais atraentes e interessantes e que contribuam para que os alunos
sejam coparticipantes no processo de aprendizagem, em vez de meros
espectadores. Isso é fundamental para a escola ideal que desejamos, pois valorizar
as novas gerações significa dar oportunidade a elas de desenvolverem suas
potencialidades.
A
juventude tecnológica e conectada gosta da verdade, de firmeza e regras
claras. Convive bem com as instituições e pessoas que lhe parecem confiáveis
e coerentes, por isso a relação do jovem com a escola precisa melhorar e se as
práticas midiáticas inseridas na metodologia do ensino ajuda a perceber
suas potencialidades isso pode lhe devolver a crença num futuro e mudar
sua percepção acerca de si mesmo da educação e da sociedade.
Deusiana Santos é Tecnóloga em Gestão Comercial e Graduanda do 4º Período de Marketing da Faculdade Internacional da Paraíba.
Email: deusianaasantos@gmail.com